TRATAMENTO

Atualmente, muitos pacientes já estão sendo tratados com ibogaína no Brasil. Por ser um tratamento ainda pouco conhecido, e por não existirem regulamentações ou procedimentos minuciosamente detalhados, é imprescindível somente realizar o tratamento em hospital, com médico devidamente habilitado e experiente, conforme enunciados do CONED-SP (Conselho Estadual de Política Sobre Drogas do Estado de São Paulo) publicados em Janeiro de 2016, usando sempre medicação com origem comprovada de fabricação e pureza (GMP - Good Manufacturing Pratices ou BPF - Boas Práticas de Fabricação).  

Em todo o mundo, a comunidade médica considera como mais eficaz e seguro o tratamento no qual o paciente é internado em hospital por apenas 24 horas, para que possa ingerir a ibogaína. Esse tratamento só acontece após a realização de uma serie de exames, juntamente com o acompanhamento de um psiquiatra / psicólogo com conhecimento e experiência nesse tipo de tratamento.

Os exames clínicos solicitados são feitos para assegurar que o paciente está em perfeitas condições físicas para a realização do tratamento.

Como a ingestão da ibogaína pode provocar mal estar e enjoo, fortes náuseas e/ou tonturas, algumas clínicas optam por efetuar o tratamento ao longo de 5 a 6 dias, evitando expor o paciente a doses únicas mais altas. Embora a ingestão em doses menores possa efetivamente diminuir o enjoo e as náuseas durante o uso da medicação, ainda não existem pesquisas que comprovem que o uso da medicação dessa forma seja tão eficaz quanto a aplicação em dose única.

Diversos remédios que tomamos no dia a dia podem causar reacções adversas. Antibióticos, vacinas e anticoncepcionais, foram criados para curar alguma doença mas, ainda assim, todos possuem suas contra indicações. Se for indicado para um paciente se tratar com 1 comprimido de antibiótico por dia, o paciente pode optar por tomar apenas meio comprimido desse antibiótico a fim de diminuir os efeitos adversos do remédio - porém, assim como os efeitos colaterais serão reduzidos, a eficácia na cura também será. A ibogaína é uma substância forte, de uso controlado e que pode provocar efeitos colaterais durante seu uso. Por este motivo, a ingestão em um hospital, que possui toda a estrutura de médicos, enfermeiros e aparelhagem necessários, é a recomendação mais segura a ser seguida.

Após as 24 horas de internação em hospital, o paciente está liberado para voltar para casa e continuar seu tratamento em um ambiente aonde se sinta totalmente confortável. O recomendado é que o paciente continue frequentando um psicólogo, de modo que possa ter um maior apoio para lidar com a situação que efetivamente pode tê-lo levado a se tornar um usuário de drogas.

Muitos pacientes acabam se tornando dependentes de droga não por terem decidido usar a droga como uma forma de prazer, mas sim como um fuga, uma válvula de escape para lidar com alguma situação/relacionamento/problema na vida pessoal, social ou profissional.

A ibogaína é capaz de cortar a dependência química/física da droga, mas ela não resolve esse problema de base do paciente, aquilo que o acabou levando a procurar as drogas. Por esse motivo, o acompanhamento constante de um profissional psicólogo nos meses seguintes ao tratamento é uma das ações mais importantes a serem seguidas para otimizar os resultados.

IBOGAÍNA NO BRASIL E NO MUNDO

Ibogaína - Remedio para tratamento

Ainda não existe uma forma única de tratar o uso da ibogaína para vencer a dependência química ao redor do mundo.

 

No Brasil, o tratamento deve seguir todas as etapas estabelecidas pelo CONED/SP (Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas)

Ibogaína - Tratamento

BRASIL

No Brasil, o uso da ibogaína não é proibido, nem é controlado pela Anvisa, nem pela Junta de Entorpecentes da ONU.

A Anvisa permite às pessoas físicas que importem medicamentos para uso pessoal, desde que sejam importados sob prescrição médica.

Estes remédios devem ser fabricados segundo as boas práticas farmacêuticas (GMP ou BPF).

MUNDO

 

Ainda não existe uma forma única de tratar o uso da ibogaína para vencer a dependência química ao redor do mundo.

Em alguns países ela pode ser usada com receita médica e já teve seu registro aprovado pelas agências reguladoras:

- Canadá

- África do Sul

- Nova Zelândia

- Panamá

- Chipre – Pais membro da União Europeia

 

Em outros países ela é considerada um produto natural, sem necessidade de registro nas agências locais:

- México

- Costa Rica

- Guatemala

- Quase todos os países da África

 

Em alguns países seu uso ainda é proibido:

- França

- EUA

- Suécia

- Dinamarca