O PRIMEIRO PACIENTE

Existem inúmeros relatos de uso terapêutico de ibogaína desde 1962, quando Howard Lotsof, acidentalmente, descobriu suas propriedades anti dependência.

Howard, morador de Nova Iorque, já era dependente químico há alguns anos quando, em 1962, lhe ofereceram uma dose de ibogaína, prometendo ser uma droga que proporcionaria um “transe” diferente daquele com o qual ele estava acostumado.

Howard comprou sua dose de ibogaína e foi para casa experimentar a substância. A ibogaína efetivamente provocou diversas visões em Howard. Por se tratar de uma substancia onirofrênica, ela é capaz de levar o cérebro do usuário a uma situação bastante diferente da consciência normal, na qual a pessoa está sonhando, mas ao mesmo tempo perfeitamente acordada e consciente. Isto é a ONIROFRENIA.

Depois de passar horas com seu cérebro nessa fase de sonhos, Howard acabou indo dormir e só acordou no dia seguinte. Segundo relatos dele, ele percebeu que era a primeira vez em diversos anos que ele não sentia vontade ou necessidade de usar heroína antes mesmo de tomar seu café da manhã.

O dia foi passando e Howard ficava cada vez mais espantado com o efeito daquela substância. Afinal, era a primeira vez em anos, desde que tinha se tornado um dependente, que ele não precisava usar nenhum tipo de droga ao longo do dia para se sentir bem.

Enxergando a ibogaína como algo capaz de curar a dependência, Howard voltou à pessoa que lhe tinha fornecido e comprou uma quantidade maior. Com toda essa substancia, tratou 5 amigos além da própria namorada (todos eram dependentes de heroína).

Todos vivenciaram a mesma experiência do Howard. Após a ingestão da ibogaína, passaram algumas horas tendo sonhos e acordaram horas depois sem nenhum tipo de necessidade/vontade de continuar usando nenhum tipo de droga.

 

Por esse motivo o Sr. Lotsof é considerado por muitos como o pai da ibogaína para tratamento de dependência química no mundo ocidental.